LOGINNão era fácil me lembrar de muitas coisas antes do início daquele verão, talvez algumas conversas animadas com alguns amigos antes de enfim deixar a cidade, uma mãe preocupada antes de partir em viagem com o meu pai e mais conversas sobre passar em casa para regar as plantas de vez em quando. Mas se havia algo que eu não esquecia daquela dia em específico, era o cheiro da manhã. Achava viagens desconfortáveis e longas, mas aquela me deixou feliz por longos quilômetros.
A nova casa, casa da minha tia e do meu tio era linda, maior que a nossa e muito mais espaçosa. Fui recebido com abraços apressados e logo fui deixado sozinho de novo até o meio dia, quando ele chegou. As aulas ainda não tinha terminado devido a programação atrasada de sua cidade. Ele sabia que eu iria, óbvio, e eu sabia que ele chegaria agora. Trocamos apenas um olhar, e ele me deu um aceno de cabeça. Não nos víamos desde os 7 anos e nessa época, só sabíamos brigar um com outro, como nossos pais diziam.
Ele estava tão diferente, alto, com músculos evidentes e uma pele não tão pálida com a qual eu estava acostumado. A verdade é que ele estava lindo e isso me chamou a atenção pra continuar olhando pra ele até mesmo depois de dar as costas. Ele nunca trocou uma palavra comigo durante dias seguintes e eu não me importei, apenas observava de longe. Depois da aula ele tomava um banho, dormia e as 16h saia com os amigos pra voltar extremamente tarde. Me lembro de estar acordado duas vezes das três em que ele entrou em casa desorientado e cheirando a álcool, como a empregada da família disse. As luzes dos cômodos acenderam e uma algazarra foi feita.
No dia seguinte, era como se nada tivesse acontecido. Era o último ano do ensino médio dele, ante antes de ingressar em uma faculdade que seus pais tanto queriam.
Depois de um tempo passei a creditar domingo como o meu dia favorito. Quando ele ia pra piscina com os amigos e a possível garota com quem estava ficando. A janela do meu quarto pegava a área inteira e eu podia vê-lo se divertir. Era inegável a atração que ele fazia com que todos sentissem ao redor. Era como se todos precisassem estar com ele.
A segunda vez que nos cruzamos fora no dia em que eu voltaria a minha cidade somente pra regar as plantas, topei com ele na saída do meu quarto que dava de frente pro quarto dele. Ele colocou duas mãos nos meus ombros, massageou de leve e me disse um "foi mal". Meu tio me levou até minha cidade naquele dia e eu fiz os cuidados especiais das plantas dos meus pais. No dia seguinte, meu tio pediu que eu o ajudasse em algumas questões avançadas, e como eu era um ano mais velho e já estava com o ensino médio concluído, não hesitei em dizer sim. Ele nem se importou com a conversa, terminou o café e saiu apressado. Era sua última semana e era de vital importância que levasse tudo corretamente.
Ele não era mau educado, só não era tão sociável assim com quem não conhecia, por isso ele quase não falou comigo na tarde que passei no quarto dele, só "então é assim?" "E qual é a resposta pra essa?" "Eu não entendi essa aqui", achei fofa sua expressão de confusão, mas logo ele saiu do quarto com uma ligação urgente de um amigo o chamando pra sair e ele me deixou sozinho, correndo pro banheiro e depois se trocando na minha frente, não evitei de olhá-lo foi como um castigo pessoal por ele me abandonar assim, só depois percebi que me afetava mais que ele.
Ver a boxer subir desde seus pés até as coxas grossas e sumindo depois pela toalha, me afetou bem mais que o esperado. Ele esbanjava masculinidade pra todo lado e isso me deixava nervoso quanto estava perto dele, só não deixava ninguém perceber.
— Guilherme, por que não leva seu primo pra uma volta com seus amigos? - Olhei pro meu tio com os olhos arregalados.
— É verdade, já está aqui há semanas e ainda não o vi sair uma vez. Deve ser um tédio passar os dias sozinhos aqui - Minha tia completou.
— Ah, eu não me importo e tenho a companhia da Lara - Lara era a filha da empregada com quem criei um vínculo afetivo, mas ela só vinha aos fins de semana e ficava muito pouco.
— Não, não. Você só anda pelos cantos, tenho certeza de que não está se divertindo. Isso são férias, sua mãe me disse que você resolveu tirar um ano pra pensar sobre sua faculdade e relaxar antes de decidir, não vejo você relaxado - Me encolhi na mesa, Guilherme mantinha os olhos em mim, durante toda conversa enquanto comia, eu pude notar.
Olhei pra ele como quem perguntava se ele iria se importar, ele apenas acenou.
— Muito bem, só não deixa ele chegar tarde com você - Guilherme deu um riso de canto, levando mais uma garfada a boca.
Então ele deixou de sair às 16h pra sair às 19h comigo. Ele estava tão bonito naquela noite. Ele tinha uma moto e um carro e quando estava prestes a subir na moto eu disse pra ele;
— Eu não curto muito andar de moto - Ele voltou o olhar pra mim.
— Sério? - Balancei a cabeça tímido. Ele desceu dela e voltou pra dentro de casa com as chaves do carro em mãos e mostrou-a pra mim com um sorriso. Me senti confortável.
Como nossa casa era um tanto afastada da cidade, foi um caminho silencioso. Ao chegar lá, já tinha alguns caras esperando ele e uma garota morena linda.
— E aí, Gui? - A maioria dos garotos disseram animados. A menina passou os braços em volta do pescoço e o beijou. Só depois eu recebi a atenção de todos.
— E esse quem é?
— Meu primo que tá passando um tempo lá em casa, tem um mês.
— Um mês? Como a gente não viu ele lá?
— Claro, você só sabe beber, se olhasse pra cima da piscina, veria ele da janela do quarto - Gelei, mudei de cor e esqueci até como se falava. Então ele tinha notado.
— Ele tem um nome? - Ela perguntou depois do meu silêncio constrangedor, mas eu não consegui falar também.
— Matheus - Disse e passou a mão no meu cabelo, como se eu fosse mais novo que ele. Ela notou meu desconforto em relação aos novos conceitos e ao lugar, passou um braço pelo meu e seguimos atrás enquanto os outros iam na frente. Aquele lugar era uma espécie de fliperama bem moderno, com novos jogos eletrônicos e tudo mais. Mas, conhecendo-o depois de 1 mês, eu sabia que essa não era sua programação rotineira, algo estava diferente.
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As the voice faded, a blurry white figure appeared in front of me. It reached out its hand and opened up the woman’s mouth. Once I was freed, I was told to move aside. I had no clue who the white figure was and why would he save me. To my surprise, it was actually the Mountain God! I thought he was dead? How was he still alive? I felt like I had just fallen into a wolf’s nest after escaping the tiger’s mouth. The Mountain God looked rather upset and was just wearing a raggedy white innerwear instead of his usual classy robe. He was covered in bloodstains and had messy hair, looking rather like a prisoner from the olden days. Liu Longting and I had destroyed his human vessel a few days ago—we set up a trap and he fell for it. I figured I was pretty much dead at that point and would probably experience a death that would be harsher than before. I was so desperate to escape that place. Mountain God held on to the woman’s head by his hand. Suddenly, a tail as thick as a water bucket emerg
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[Switching to Kate's POV]Am I dreaming? I've asked myself this question for the umpteenth time. Ever since Ciel rescued me from that dark alley, I've been living a happy and comfortable life. Each day was filled with warmth, and love, that I felt that I was living in a dream.Sometimes, I wake up in the middle of the night drenched in sweat and tears. Afraid that the next time I opened my eyes, I would find myself back to that cold, and lonely street, under the mercy of the elements.Light flashed across my dark room as a streak of lightning illuminated the night sky. The thick blanket and soft bed were not able to give me any comfort. My body shivered in fear as the roar of thunder echoed inside my room."I hate thunderstorms."[I hate it too.]Yes, we hate thunderstorms. It reminded us of dark and desperate days; days when we were struggling to survive.My body stood up from the bed and headed towards th